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Elas estão presentes, atuantes e conquistando seu espaço dentro e fora da universidade

Neste 08 de março, Dia Internacional da Mulher, a UNIARP presta homenagem para elas, que estão em todas as salas de aula, como acadêmicas e professoras, presentes em todos os cursos, sejam presenciais, EAD, pós-graduação, mestrados e doutorados. Além disso, o protagonismo da mulher na UNIARP também tem forte atuação na pesquisa e na extensão universitária

No primeiro semestre letivo de 2024, elas são 66% dos estudantes na Universidade em Caçador e em Fraiburgo, mais de 1.500 mulheres. Entre professoras e colaboradoras técnicas administrativas são mais de 280 mulheres na UNIARP, com mais de 70% delas ocupando cargos de chefia.
Um cenário bastante promissor e que deve crescer ainda mais nos próximos anos. E pensar que o público feminino, hoje maioria no Ensino Superior brasileiro, teve autorização de frequentar uma faculdade somente em 1879.
O presidente da Fundação UNIARP, Moacir José Salamoni, o reitor da UNIARP, Dr. Neoberto Geraldo Balestrin e o vice-reitor de Administração e Planejamento, professor Claudinei Bertotto, parabenizam todas as mulheres que integram a comunidade acadêmica. Eles destacam a importância de celebrar o Dia Internacional da Mulher e todas as contribuições altruístas das mulheres.
Na história da Universidade, as mulheres contribuíram em diversas áreas e seguem atuando para avanços progressivos e inovações. Uma das mulheres que fazem parte da história da Universidade é a professora e advogada Terezinha Moliterno Nunes Garcia, hoje residente em Curitiba. Terezinha participou da primeira Assembleia para criação da Fundação Educacional do Alto Vale do Rio do Peixe (FEARPE), hoje Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) e seguiu contribuindo, como docente e depois, com conselheira da Universidade.
“Celebramos e prestamos nossa homenagem para todas as mulheres que fizeram e fazem parte da Universidade, que ajudaram a construir e consolidar ações em diversas áreas, contribuindo para a educação de qualidade, para formar profissionais de sucesso e auxiliar no desenvolvimento de toda a região”, destaca o Reitor.

Nesta matéria especial, vamos conhecer algumas mulheres inspiradoras que abraçaram o ensino superior e estão conquistando sucesso em diferentes áreas:

Começamos com a egressa da UNIARP, Letícia Andriguetti, hoje professora e colaboradora técnica administrativa. Letícia foi a primeira mulher a se formar no curso de Engenharia Mecânica da Uniarp. “Foi uma conquista que iluminou minha trajetória”, declara.
Letícia relata que entre os colegas, gradualmente ganhou espaço ao demonstrar conhecimento e habilidade em resolver cálculos com rapidez. Próximo à conclusão do curso, surgiu a oportunidade de transitar do chão de fábrica para a área de projetos, abrindo portas para seu crescimento dentro da indústria. “Como profissional, sinto orgulho das minhas conquistas, não apenas como egressa, mas como uma mulher destacada em minha área. Busquei oportunidades desafiadoras, equilibrando habilmente minha vida profissional e pessoal”, comenta.

Muito já foi feito, mas a professora Letícia quer ir mais longe. “Quero continuar quebrando barreiras, inspirando outras mulheres a perseguirem seus sonhos e mostrando que não há limites para o que podemos conquistar. Minha trajetória como egressa é um testemunho de superação, aprendizado constante e busca incessante pela excelência. Estou ansiosa pelos desafios futuros e confiante de que cada obstáculo será uma oportunidade de crescimento, e cada conquista será um passo em direção aos meus objetivos”, afirma.

A professora e também egressa, Angela Paviani, ingressou na Universidade em Caçador no ano 2000. Após concluir a graduação em Engenharia da Horticultura, decidiu ampliar sua formação e se formou em Agronomia pela Universidade do Sul de Santa Catarina (UNISUL). A busca por conhecimento continuou com uma pós-graduação em Licenciamento Ambiental, adquirindo uma visão mais especializada na sua área de atuação.
Impulsionada por convites para lecionar, deu um passo importante na carreira ao mudar para Curitiba, onde fez um mestrado na área de Solos e Meio Ambiente na Universidade Federal do Paraná. “Essa decisão não apenas enriqueceu minha bagagem acadêmica, mas também me preparou de forma abrangente para os desafios e responsabilidades da docência. Ao regressar, iniciei minhas atividades na UNIARP, aplicando os conhecimentos adquiridos durante minha preparação acadêmica e unindo essas experiências à atuação prática no campo e na pesquisa. Ministrei disciplinas no curso de Agronomia, coordenando e orientando acadêmicos bolsistas no Proesde e Paec, dedicando-me ao ensino pela oportunidade de compartilhar conhecimentos, despertar nos acadêmicos a grandiosidade do curso de Agronomia e a oportunidade de proporcionar um futuro diferenciado para nossos estudantes”, explica.
Angela é professora na UNIARP e desenvolve atividades como autônoma na Agronomia, focando em áreas como Perícia, Licenciamento Ambiental Rural, Recuperação de Áreas Degradadas, entre outros. Nas entidades de classe que representam a Agronomia, de forma honorífica, mantem participação ativa na Confederação da Federações dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB) como membro do Departamento de Integração com o Sistema Educacional, na Federação do Engenheiros Agrônomos de Santa Catarina (FEAGRO) como diretora de Diretora de Políticas Profissionais; no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina (CREA/SC). Foi Conselheira na Câmara Especializada de Agronomia por seis anos. Na Associação dos Engenheiros Agrônomos da Região de Caçador (AEAC), participa ativamente como sócia fundadora, em processo de transição para assumir a Presidência e na Confederação da Federações dos Engenheiros Agrônomos do Brasil (CONFAEAB). Foi Diretora de Biodiversidade e Clima do estado, junto a Secretaria de Meio Ambiente de Santa Catarina nos anos de 2021/22.
Para Angela, ser mulher na Agronomia é um desafio constante. Atuar em atividades que anteriormente eram predominantemente masculinas implica em demonstrar habilidades diariamente e superar expectativas. Na busca pela igualdade, muitas vezes, o reconhecimento do trabalho feminino é condicionado à sua excepcional eficácia, os próprios colegas de profissão se sentem incomodados com a presença da mulher na atividade.
“No início da minha carreira, enfrentei desafios significativos. Lembro-me de situações difíceis, como a vez em que cheguei a uma propriedade para avaliar a lavoura, acompanhada de um colega Engenheiro Agrônomo. O proprietário, convidou-me para tomar um chimarrão com sua esposa, enquanto ele e meu colega fariam a visita. Avalio esta atitude devido às circunstâncias culturais, pois, naquela época, a presença de mulheres prestando assistência técnica era incomum, e o produtor talvez não estivesse preparado para receber a visita de uma “moça” para resolver questões relacionadas à lavoura. Essa experiência destaca a importância de superar barreiras culturais e de gênero, acredito que a mulheres deve atuar na atividade que julgue ser capaz e realizada. Sempre tivemos competência para ocupar esses cargos, mas o estigma de gênero de certa forma impactava na falta de referência de profissionais ocupando estes postos de trabalho”, complementa.

A mulher e o poder da educação
A colaboradora da FIESC, Sheila Mello fez uma pós-graduação na UNIARP. Ela compartilha sua jornada pessoal e profissional, refletindo sobre os avanços e os desafios que ainda enfrenta como mulher.
Com duas décadas de experiência em Psicologia, complementada por especializações em Recursos Humanos, Gestão Empresarial Estratégica, e Gestão do Desenvolvimento Humano e Organizacional, além de formação em coaching, sua carreira é um testemunho do poder da educação e do desenvolvimento contínuo. “Desde o início, a base do meu crescimento foi fortalecida pelo apoio incondicional da minha família e pelo estímulo à educação, um privilégio que reconheço ser raro em um mundo onde muitos ainda lutam por oportunidades de estudo. A qualidade da instrução que recebi em instituições renomadas, como a UNIARP, a UNOESC e o SENAC e a orientação de professores que são verdadeiras referências em suas áreas, foram cruciais para minha formação. Líderes visionários, que enxergam na educação a alavanca para transformações sociais significativas, também moldaram minha trajetória, inspirando-me a ver além das limitações”, comenta
Ela prossegue afirmando que é inegável o progresso das mulheres em diversas esferas: maior visibilidade no mercado de trabalho, ampliado acesso à educação, fortalecimento da independência pessoal e financeira, e aumento da representatividade política. “Essas vitórias são emblemáticas, simbolizando tanto o nosso crescimento quanto a nossa resiliência. No entanto, a desigualdade de gênero persiste, evidenciando-se através de barreiras que ainda restringem as mulheres em muitos aspectos da sociedade. Essa realidade sublinha a necessidade contínua de luta por equidade, reconhecimento e oportunidades iguais para todas”, diz. “Enquanto refletimos sobre o significado deste Dia Internacional da Mulher, é essencial reconhecer as conquistas que alcançamos juntas, mas também permanecer conscientes dos desafios que ainda nos esperam. A jornada rumo à igualdade de gênero é contínua, e cada passo adiante é um marco na construção de um futuro onde todas as mulheres possam alcançar seu pleno potencial, livre de limitações e preconceitos. Através da educação, do apoio mútuo e da liderança inspiradora, podemos continuar a construir o caminho para um mundo mais justo e igualitário. Juntas, somos imparáveis”, encerra.

As mulheres na pesquisa
A professora Rosana Claudio Silva Ogoshi é Doutora em Zootecnia e Pós-doutora em Ciências Veterinárias, sendo a única com título de doutor em sua família.
De origem humilde, sua família priorizava o estudo como fator fundamental da mudança e, ela relata que sempre abraçou todas as oportunidades geradas a partir da sua carreira acadêmica. Ingressou na Universidade Federal de Lavras aos 17 anos e conseguiu manter todos os estudos por meio de bolsas conquistadas em um ambiente de muita competição pelos estudantes.
Aos 24 anos já estava finalizando o doutorado, sendo mãe pela primeira vez na época. “Recorrentemente minha filha ia comigo a campo para condução da pesquisa. Ser pesquisadora é ter a cabeça ocupada o tempo todo e, no meu caso, foram muitas noites em claro estudando e escrevendo trabalhos, nos horários em que todos da casa estavam dormindo. O resultado foi que conquistei algumas premiações e oportunidades de viagens nacionais e internacionais para ministrar palestras e participar de eventos. Acredito que tudo foi possível pois, além da minha determinação, tive um grande apoio e suporte do meu marido e familiares, o que é raro para muitas acadêmicas”, relata.
Já na Uniarp, Dra. Rosana desempenhou diversos cargos e atualmente é coordenadora de Pesquisa e Internacionalização. O seu segundo filho teve que se ajustar a rotina da mãe, sendo criado nos corredores da Uniarp.
A professora Dra. Rosana observa que houve uma maior inserção das mulheres na pesquisa, entretanto com suas contribuições nem sempre reconhecidas em proporções iguais àquelas feitas por homens.
Ela destaca que somente em 2021, o Curriculo Lattes, principal meio de vinculação brasileira das informações dos pesquisadores e usado para avaliações em concursos, planos de carreira acadêmica, fomento financeiro para pesquisas e inserção em vagas de estudos, permitiu a inclusão da licença maternidade. Até então, a redução marcante da produtividade científica, comum nessa fase da mulher, não era evidente para ponderação da pontuação, e assim contribuía para o aumento das desigualdades competitivas entre os gêneros na pesquisa.
Na Uniarp, considerando apenas pesquisadores com o título de doutor, 52% são mulheres. Sabe-se que uma das melhores formas de elevar o nome da Uniarp à níveis internacionais é por meio da pesquisa. Nesse sentindo, encontramos a profa. Dra. Claudriana Locatelli, mãe, como a melhor pesquisadora da Uniarp por três anos consecutivos pelo -AD Scientific Index:
(https://www.adscientificindex.com/?q=Universidade+Alto+Vale+do+Rio+do+Peixe).
Suas produções científicas voltadas à investigação de propriedades antitumorais, antioxidantes e tóxicas de substâncias bioativas já foram citadas por 1396 outros trabalhos e seu artigo de maior destaque foi citado por pesquisadores da Arábia Saudita, Paquistão, Turquia, Irã, Egito, China, Itália, África do Sul, Alemanha, Índia, Malásia, Nigéria, Polonia, Chile, Canadá, entre outros.
Outra pesquisadora de destaque é a Dra. Marlene Zwierewicz, mãe e avó, coordenadora do Programa de Pós-graduação em Educação Básica. Por meio de seus projetos de pesquisa na área da educação (Complexidade, Eco formação e Transdisciplinaridade), Marlene efetivou convênios entre Uniarp e universidades da Suécia, Espanha e Colômbia. Os eventos científicos realizados na Uniarp por sua equipe nos últimos três anos reuniram pesquisadores do Brasil, Bolívia, Espanha, França, México, Peru e Portugal.
Em termos de projetos científicos que receberam financiamento público, o maior recurso capitado na história da Uniarp foi o recém aprovado laboratório LAB-Biosaúde, proposto e coordenado pela professora Rosana e financiado pela FAPESC. O recurso de R$2,5 milhões contribuirá para a elevação do nível científico e tecnológico da Uniarp.
A equipe da pesquisa é composta predominantemente por mulheres, reforçando o protagonismo feminino nas pesquisas realizadas na Uniarp.

Silmara Ribeiro
Silmara Ribeirohttp://www.jornalinforme.com.br
Editora de notícias do Informe Caçador, empresária e mãe.
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