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A Saúde auditiva no processo de envelhecimento

A audição é um sentido muito importante para o ser humano em todas as idades, pois além de servir como sinal de alerta e proteção contra os perigos, permite a aquisição e desenvolvimento da fala e linguagem, além de influenciar nos aspectos cognitivos, sócio-emocionais e de aprendizagem dos indivíduos

Segundo a fonoaudióloga Dra. Priscilla Galindo Villas Boas, da Clínica Sol Ouvir Aparelhos Auditivos, a perda auditiva pode ser passageira ou definitiva, podendo ser originada por diversos fatores. “Temos inúmeras causas que podemos pontuar, dentre elas problemas genéticos, doenças adquiridas, uso de medicações ototóxicas, traumatismo craniano, secreções no ouvido, exposição a som ou ruído intenso e constante, produtos químicos, envelhecimento de células ciliares”, exemplifica a profissional.


Com relação ao envelhecimento do ser humano especificamente, Dra. Priscila afirma que os idosos correspondem a 16% da população brasileira e esse número tende a aumentar, “Segundo dados do IBGE, estima-se que em 2060 teremos mais de um quarto da população brasileira com mais de 65 anos, e supostamente, os casos de deficiência auditiva devem aumentar”, salienta.


Conhecida como “presbiacusia”, a perda auditiva do idoso, no Brasil, nos dias de hoje, atinge de 36,1% a 64,3% dos indivíduos com idade superior a 60 anos. “Ela está diretamente relacionada ao distúrbio na recepção e compreensão da fala, que, por sua vez, promove uma série de outros problemas, como isolamento, o afastamento social e familiar e restrição de participação social, além de associação com distúrbios cognitivos, tal como alteração de memória e demência”, ressalta a fonoaudióloga.


Desta forma, Dra. Priscila destaca que é fundamental que os primeiros sinais de presbiacusia sejam identificados e encaminhados para tratamento adequado, com o uso de aparelhos auditivos individuais, na tentativa de evitar ou minimizar os efeitos decorrentes das dificuldades de comunicação provocadas pela perda auditiva, explicando que “nesse processo é necessário o acompanhamento com um profissional fonoaudiólogo e um médico otorrinolaringologista, que farão os exames e encaminhamentos pertinentes e assim preservar ou restabelecer a qualidade de vida, pois cada aparelho é programado conforme as peculiaridades e características de cada paciente”.


Tratar precocemente a perda auditiva garante ao ser humano uma vida social prazerosa, com os amigos e familiares. A sabedoria dos mais experientes precisa ser compartilhada e a audição é o sentido que possibilita esta comunicação e a troca de experiências.

Silmara Ribeiro
Silmara Ribeirohttp://www.jornalinforme.com.br
Editora de notícias do Informe Caçador, empresária e mãe.
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