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Kita e Seleme em evento na Fiesc; Moacir fora da eleição; Cobalchini no comando do MDB e o ‘day after’ do 13º

Veja nesta coluna sobre os rescaldos da atabalhoada proposta de criar 13º para políticos na Câmara de Caçador. Leia também sobre o que leva Moacir D’Agostini a não disputar as eleições deste ano e sobre a nova pauta bomba na Câmara: subsídios dos vereadores, prefeito e vice, entre outras notas

Kita e Seleme na Fiesc

A visita que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil) fez à Florianópolis nesta sexta-feira (7) participando de vários eventos, colocou lado a lado lideranças empresariais e de representatividade de classe do Estado. No registro do competente jornalista Marcelo Kampff, o vice-presidente da Fiesc, empresário caçadorense, Gilberto Seleme e o presidente do Crea/SC, Kita Xavier. Para que não sabe, Seleme é engenheiro civil de formação e eles puderam conversar um pouco sobre a área.

Seleme, Kita, o presidente da Fiesc, Mário Cezar Aguiar e demais lideranças

Consultando as bases

Ronaldo Caiado está percorrendo o Brasil, consultando as bases, com o objetivo de construir uma candidatura à presidência da República em 2026. Seu governo em Goiás tem mais de 80% de aprovação e ele entende que pode encampar um projeto de direita, com apoio do agro. No Estado o ex-prefeito da Capital, Gean Loureiro e toda cúpula do partido estão apoiando o projeto.

Cobalchini presidente

O deputado federal, Valdir Cobalchini assume o comando Estadual do MDB em ato agendado para o dia 24 de junho. O presidente, deputado federal, Carlos Chiodini vai se licenciar do cargo, pois vai disputar a prefeitura de Itajaí. Cobalchini é o atual vice-presidente do maior partido do Estado e terá a incumbência de conduzir a sigla no período eleitoral municipal.

O cenário é complexo, com o avanço de outros partidos como o PL do governador Jorginho Mello e o PSD, mas o MDB está bem estruturado nas bases e tem boa expectativa de continuar liderando na quantidade de prefeitos e vereadores. Em outra oportunidade o deputado por Caçador também assumiu o partido em tempos difíceis e teve sabedoria para manter o partido grande, conquistando grandes prefeituras.

Chiodini e Cobalchini comandam o MDB de SC

E o 13º?

Essa pauta bomba do 13º salário para políticos que está tramitando na Câmara de Caçador agitou os bastidores da política local. É o tipo de pauta que boa parte dos vereadores gostaria de ver aprovada, mas jamais irá admitir isso em público. O assunto ainda vai render muito nos bastidores e nas próximas sessões. Até porque não está sepultada ainda. O projeto foi aprovado por unanimidade na Comissão de Legislação e Justiça, visto que, tecnicamente, é constitucional. Quanto ao trâmite na comissão de Finanças, há os mais cabeludos relatos.  Enfim, é um vereador furando o olho do outro.

Cadê as assinaturas?

Bem informados interlocutores da política local garantem até que a página do projeto do 13º, onde constam as assinaturas dos vereadores proponentes da matéria, foi subitamente subtraída. Está em local incerto e não sabido. Em seu lugar foi colocada uma página sem as assinaturas, só com os nomes. Contudo, fonte que resguardo o anonimato me garante que um vereador assinou e fez uma foto com o celular. Ou seja, a prova do “crime” está em mãos de quem pode se “autoincriminar”.  Se ela existe de fato, jamais virá a público. Ou o vereador vai se autodenunciar?

Sorrateiro

Fontes muito bem informadas dão conta de que um vereador foi o responsável em dar cabo da folha com as assinaturas no projeto de lei do 13º salário. Em resumo, a trapalhada foi grande e faltando dois meses para as eleições ninguém quer ter a impressão digital no projeto.

Vereador limpinho

Teve vereador também se promovendo nas costas das desgraças dos pares. Quando mais se aproxima o período eleitoral, mais as virtudes somem e o oportunismo sobressai. É o velho discursinho do eu sou limpinho e eles sujinhos. Bem informado vereador garante que tal postura terá desdobramentos nada agradáveis para o vereador “limpinho”.

Cadáver na sala

Depois de toda a repercussão em torno do projeto do 13º salário para político, com todos os vereadores que falei nesta semana o sentimento é o de que a proposta está fadada à morte. Pior, o cadáver está na sala fedendo e todo mundo quer se livrar dele o quanto antes possível. Há quem entenda que a matéria deva apodrecer na burocracia da Casa e não ir à frente para sequer ser submetida ao Plenário. Mas, há também quem defenda um aceno mais forte para a sociedade, com velório e sepultamento da ideia, através do arquivamento.

Batalha 2: o reajuste dos salários

Mas, vem mais tumultuo nos próximos dias na Câmara de Caçador. Tem ainda o projeto de reajuste dos salários dos vereadores, prefeito e vice para o próximo mandato. Uma matéria que poderia ter sido votada no ano passado, mas acabou ficando para este ano e precisa ser apreciada antes das eleições.  

Porém, antes que algum vereador espertinho tente se fazer demagogicamente em cima da matéria já vou informando que é a intenção da maioria dos vereadores com quem conversei de que os subsídios dos vereadores e prefeito e vice a partir de 2025 sejam fixados sem reajuste. Mas, não custa nada à sociedade observar isso com lupa.

Bolsonaristas e petistas

Essa história do 13º salário dos vereadores e prefeito foi tão louca que uniu antagônicos. O que uma pauta bomba não faz em véspera de eleições, não é? Em sessão dessa semana foi possível ver na Câmara, de braços dados contra a proposta, bolsonaristras e petistas. Teve até gente que estava sumida desde os episódios dos atos antidemocráticos em Brasília e agora deu as caras.

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Fora de jogo

O vereador Moacir D’Agostsini (União Brasil) está fora da disputa pela reeleição por mais um mandato na Câmara de Caçador. Ele vem se defendendo de uma pendenga na Justiça Eleitoral há alguns meses. Alguém dormiu na sua prestação de conta, não a informando corretamente ao TRE e acabou prejudicando a vida política do vereador.

O incompetente tirou na disputa um vereador com a reeleição bem encaminhada e até com possibilidades claras de disputar na majoritária. Moacir vai se dedicar aos seus negócios e dar uma atenção à vida privada. Sabe que é jovem e tem muito tempo de vida pública pela frente. Até porque essa pendência na prestação de contas morre com o atual mandato e em 2026 Moacir pode se candidatar novamente.

Moacir D’Agostini nesta eleição terá o papel de articulador dentro do União Brasil

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Adriano Ribeiro
Adriano Ribeiro
Colunista do Jornal Informe, traz informações sobre os bastidores da política e cotidiano de Caçador e da Grande Florianópolis, em duas colunas semanais publicadas aqui e no www.informefloripa.com. Contatos: (48) 99800-5836 | (48) 3733-6977. E-mail: redacao@jornalinforme.com.br
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