Na Celesc, Cobalchini cobra empresa por crise energética no Meio-Oeste

Deputado questionou ausência de Plano B e imediata instalação de nova linha de transmissão vinda do Planalto Norte

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Deputado ao lado de presidente da Celesc e Governador Carlos Moisés

Em reunião realizada no auditório da Celesc na tarde de hoje, com a participação da direção da empresa e lideranças da região Meio-Oeste, atingida por um apagão na semana passada, o Deputado Estadual Valdir Cobalchini questionou duramente as ações da empresa responsável pelo abastecimento de energia no estado. Inicialmente, Cobalchini questionou à Celesc qual era sua responsabilidade na crise e a responsabilidade da empresa Evoltz, responsável pela linha transmissora.

Em seguida, o Deputado perguntou sobre a linha redundante de 138 KvZ, passando pelo município de Tangará, que teria evitado que a região ficasse sem energia por tanto tempo. “Por que a Celesc não realizou a manutenção das torres caídas desde o ano passado?”, cobrou o Deputado.

Para Cobalchini, é importante que a Celesc realize um amplo estudo em todo o estado para identificar a existência de quaisquer regiões que se encontrem na mesma situação, sem alternativas para o caso de queda de linhas de transmissão. “É inadmissível que em pleno Século XXI, uma região inteira seja submetida ao sofrimento que todos nós tivemos que passar sem energia elétrica”, pontuou o Deputado.

Ele destaca ainda que o caminho para uma solução efetiva da insegurança enfrentada por Caçador e região é a instalação de uma segunda linha de transmissão, vinda do Planalto Norte. “Com subestação apenas em Videira, Caçador e região seguem inseguros, já que a queda das linhas vindas do Sul provocariam novamente um apagão”, constata. “Envolvendo a região num ‘anel’ de energia, com uma Linha de Transmissão vinda do Planalto Norte, não só Caçador e região ficam seguras, como até mesmo Videira e seus vizinhos ganham uma proteção maior”, completa.