Obras na Antônio Bortolon: transtorno necessário e o pós-apagão

Superada a crise do recente apagão que tirou a paz dos moradores do Meio-oeste, agora sim, é hora de cobrar de nossas autoridades ações para que episódios como o ocorrido não tornem a acontecer

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Obras na Antônio Bortolon: transtorno necessário

A população que precisa transitar pelo centro de Caçador, próximo ao Largo Santelmo, precisará ter um pouco de paciência nos próximos dias. Obras prosseguem na ponte Antonio Bortolon, no final da rua José Boiteux. Com o fechamento da via, o trânsito sobrecarrega na ponte da avenida Barão do Rio Branco. É transtorno certo, mas necessário.

A reconstrução total da estrutura, que ficou deteriorada devido ao tempo, foi iniciada em 1º de junho. Para as melhorias, será utilizada madeira do Norte, mantendo as características arquitetônicas da ponte.

A empresa responsável pela obra já realizou a remoção da maioria das telhas de madeira. A princípio não foram observados problemas quanto a estrutura, sendo necessário apenas a troca de alguns ripamentos que se deterioraram com os anos. Após a remoção dos materiais do local, estaremos podendo estimar um prazo para a entrega”, afirma o diretor de Pesquisa e Planejamento do IPPUC, Alexandre Schermach.

A reforma da ponte Antonio Bortolon vem para concluir o circuito de revitalizações naquela região da cidade, que iniciou com a Beira-Rio Chaminé e rua José Boiteux.

O apagão de lucidez

Experiência pra lá de desagradável ficar 4 dias sem energia elétrica, numa época em que somos tão reféns da tecnologia. Concordamos que é uma “lida” nada interessante. Contudo, até mesmo a indignação e a busca por ‘culpados’, neste caso do apagão em Caçador, transcendeu o nível de civilidade para alguns mais exaltados.

Teve gente que saiu atirando, achando culpado: o Saulo, o Cobalchini, o Moisés, o Bolsonaro, o Papa, o Neymar, tudo mundo foi culpado para alguns, menos o tornado, uma ação da natureza, incontrolável para nós humanos. Gente, é preciso lucidez até na loucura do caos.

É óbvio que a situação beirou o insuportável. Mas, superada essa situação, agora sim, que uma indignação inteligente deve tomar conta da nossa gente. Devemos agora sim, cobrar com lucidez e força de nossas autoridades para que medidas sejam tomadas para que isso não volte a acontecer.

E a partir de agora?

Depois do apagão, com o retorno da energia, fica a pergunta: E a partir de agora? Neste sentido, o prefeito Saulo Sperotto sempre foi enfático em dizer, inclusive quando não havia energia, que o primeiro passo era ter de volta da luz.

A partir de então, o trabalho é o de se buscar alternativas para prevenção. Mesmo com as declarações do governador Carlos Moisés (5 dias depois que a energia acabou e 24 horas depois que retornou) de que a região Meio Oeste terá prioridade nos investimentos, as lideranças já começam a se organizar.

Saulo, que é um líder regional, já tentou aglutinar: quer que empresários, entidades e o poder político estejam unidos. Com um volume maior de vozes, a pressão será maior.

Fora isso, começam as romarias (provavelmente serão muitas) para Florianópolis e Brasília. Saulo tem bom trânsito nos dois locais. E é extremamente respeitado. Pode ser uma grande chance de que os investimentos aconteçam.

Além disso, o deputado Valdir Cobalchini já começou a organizar as suas agendas: segunda-feira vai na Celesc. A pressão, a partir de agora, tem que ser e será enorme, de todos os lados, inclusive da imprensa local, regional e estadual.

Plano B era por Tangará

O plano B, que a Celesc fez questão de dizer que não existe, era sim, por Tangará. Não iria resolver o problema, mas amenizaria a situação, talvez com energia para as residências, que não iriam ficar tanto tempo sem energia. Ah, e quem disse isso, foi a presidente interina da Celesc, Claudine Anchite, em entrevista à rádio Caçanjurê.

Trepar no poste?”

Analisando os comentários dos especialistas das redes sociais, cheguei à conclusão: Se o prefeito Saulo Sperotto aparecesse em uma foto, “trepado num poste”, com um alicate na mão, iria virar herói.

Santa ignorância! O prefeito é o administrador, que estava cobrando os resultados. Nem que fosse especialista em elétrica, Saulo iria subir nos postes, até porque não eram postes. Eram torres, com 50 metros de altura.

Cobrança forte

Na tribuna da Assembleia Legislativa o deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB) atirou forte contra a direção da Celesc. Lembrou que enquanto o presidente estava em férias e os diretores em home office, milhares de catarinenses estavam sem energia há 4 dias. Cobrou um pedido de desculpas da direção e mais agilidade para atender as demandas reais da população, que é o contribuinte que mantêm toda essa máquina. Vamos combinar, pra receber as participações de lucro esse povo da diretoria da estatal não vai estar em férias e home office, vão ser rapidinhos.

Cobrança forte (II)

Por insistência do deputado Cobalchini uma reunião foi agendada para esta segunda-feira (7) entre a direção da Celesc e lideranças políticas e empresariais do Meio-oeste. O objetivo é traçar ações, investimentos e estratégias para que apagões como o recente não tornem a acontecer.

Abertura de Incubadora

Acontecerá na próxima segunda feira, 07, a partir das 19 horas, a abertura da Incubadora de Empresas do Inova Contestado. Neste dia serão apresentadas empresas selecionadas para a incubação e será realizado o sorteio das estações de trabalho de cada empresa.