No afastamento de Moisés, o voto político foi técnico e vice-versa e outras notas

O que se viu no julgamento do afastamento do Governador Carlos Moisés, foi desembargador votando sem prestar atenção ao devido processo legal e deputado votando de acordo com os autos e leia também sobre a indiferença perigosa dos caçadorenses em relação a segunda dose da vacinação da Covid

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Em julgamento, governador foi afastado por até 120 dias

No afastamento de Moisés, o voto político foi técnico e vice-versa

Interessante o resultado da votação da Comissão de Julgamento do governador Carlos Moisés (PSL) no caso da desastrosa compra dos Respiradores que culminou com o desvio dos R$ 33 milhões. Quem gosta de “jogar pra galera” e agradar os militantes chatos de internet vai dizer que os desembargadores ofereceram um voto técnico e os deputados um voto político. Sinceramente, era até o que se esperava. Mas, não foi o que aconteceu.

Quem acompanhou a sessão julgadora que terminou com o afastamento do governador (por seis votos a quatro) por 120 dias até que aconteça o julgamento, notou que os papéis se inverteram. Exemplo claro disso foi o Desembargador Luiz Antônio Forneroll, que em seu voto disse que o parecer do Ministério Público inocentando o governador não estava nos autos do processo. Momentos depois, foi corrigido e teve que pedir desculpas pra defesa de Moisés. Isso é um voto técnico? Ignorando o MP?

Já deputados deram votos mais claramente técnicos, como exemplo, Valdir Cobalchini (MDB). Mesmo em situação delicada por ter participado da CPI dos Respiradores com posicionamento contrário ao governador, justificou muito bem sua mudança de voto, agora pró-Moisés. Citou pareceres técnicos do MP, do Tribunal de Contas do Estado e até da Polícia Federal que está no Supremo Tribunal de Justiça (STJ), inocentando o governador como omisso na desastrosa compra dos respiradores. Isso sem citar o relatório da Polícia Civil, que também chegou à conclusão que o governador não teve responsabilidade direta no caso.

Ora, se órgãos de controle e fiscalização como estes inocentam o governador pela suposta omissão no caso, quem são os julgadores (que deveriam decidir com base nas provas emitidas por esses órgãos) para condená-lo? E com quê provas?

Vice com Covid

A vice-prefeita de Lebon Régis, Tere Ferlin (PSDB) precisou ser intubada na última segunda-feira (29) por conta do agravamento da Covid-19. Tere positivou para a doença na semana passada e iniciou o tratamento.

Com a evolução da doença, a vice-prefeita precisou ser transferida no fim de semana passado para o Hospital Maicé, em Caçador. O estado de saúde  dela é grave. Segundo o boletim médico mais recente, ela continuava até quinta-feira (1) – quando esta coluna foi fechada – intubada, com uso de medicamentos em leito clínico, aguardando vaga de UTI.

Segunda dose

A baixa procura pela segunda dose da vacina em Caçador é assustadora. Na última ação da Secretaria de Saúde, apenas 25% do público alvo foi imunizada. Sem a segunda dose, de nada adianta a vacinação. É preciso completar a imunização, tanto da Coronavac, do Butantan, quanto da Astrazeneca, da Fiocruz.

Existem, claro, diferenças entre as duas: a vacina do Butantan deve ter sua segunda dose aplicada entre 15 e 30 dias depois da primeira. Já a da Fiocruz, será de 90 dias depois da primeira.

Muita coisa está envolvida nesta baixa procura da segunda dose, mas o que assusta é que muita gente está se baseando em informações falsas para se negar a tomar. Algumas pessoas estão usando fake News de grupos de WhatsApp para dizer que é a segunda dose que está matando.

Isso é, no mínimo, um crime contra a Saúde pública. Quem não toma a segunda dose vai ficar vulnerável e vai sim, pegar a doença com grandes chances de morrer.

Segunda dose (2)

Outra coisa que percebi foi a falta de interesse das pessoas em se informarem: ficam jogando a culpa nas autoridades para tentar justificar a não ida até a vacinação. Colocam empecilhos, desculpas, para dizer que as coisas não ficaram bem explicadas.

Gente, a informação está em todo lugar, impossível não saber. A mídia nacional 24 horas por dia falando da tal vacinação, que o Brasil só tem duas vacinas aprovadas e sendo aplicadas.

Mas, é mais fácil culpar alguém, né?