O conto do vigário, agora das vacinas e a representação ridícula contra o vereador Márcio JF

A compra de vacinas por parte de 233 prefeituras de Santa Catarina, intermediado pela catastrófica atual gestão da FECAM, lembra muito a “corrida dos respiradores”, no início da pandemia, que todo mundo sabe no que deu

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O conto do vigário, agora das vacinas

O mais novo conto do vigário é a compra de vacinas por parte de 233 prefeituras de Santa Catarina. Intermediado pela catastrófica atual gestão da Federação Catarinense dos Municípios (FECAM), o negócio se mostra muito, mas muito semelhante com a “corrida dos respiradores”, no início da pandemia.

Nem precisamos lembrar que até o Governo de Santa Catarina entrou de gaiato e lá se foram R$ 33 milhões dos cofres públicos e, até hoje, nenhum respirador daquela “compra” foi entregue.

Mas, empolgados, os prefeitos estão atrás de uma solução mágica para os problemas do Estado, inclusive achando que estão dando um pinote em outros países e organizações. Claro, a falta de vacina no mundo faz com que este produto seja mais cobiçado que ouro hoje.

A FECAM, que engambelou prefeitos de muitos municípios, está negociando com a intermediadora TMT Globalpharma, da Bulgária. A empresa garantiu que tem lotes disponíveis, veja bem, “para os próximos meses” dos modelos Sputnik V e Oxford/AstraZeneca.

Só que reportagem do Estadão, que escancarou a negociação, apresentou informações ainda mais estarrecedoras: A AstraZeneca afirmou que já comprometeu todas as suas doses em vendas a governos nacionais e ao consórcio Covax Facility e que não há possibilidade de entregar lotes a Estados e municípios. Já o RDIF (Fundo Russo de Investimento Direto) que negocia a Sputnik V, declarou que a companhia búlgara NÃO tem – assim mesmo, em letras maiúsculas – autorização para esta venda.

Por outro lado, pelo que se nota, a FECAM pensa que a venda seria exclusiva para Santa Catarina. Fácil, assim, com pouco mais de 4 milhões de doses, seriam imunizados todos os grupos prioritários.

Mas, ao contrário, a empresa búlgara tem feito negociações para “venda” da vacina para todos os estados do Brasil e aos municípios.

O que tem de prefeito colocando o fato como a maior conquista da história, não está escrito. Aqui na nossa região, apenas Calmon aceitou entrar na negociação.

Tenho pra mim que, ou estas vacinas virão sim, mas lá no final do ano, quando o mundo inteiro já vacinou (e o Brasil também) ou que o conto do vigário tá armado. O golpe tá aí, cai quem quer!

Vacinas

O prefeito Saulo Sperotto explicou esta situação (das vacinas) na manhã desta sexta-feira, 12, para os vereadores do MDB de Caçador. Veio, por parte deles, a maior cobrança para que o município aderisse à negociação. Cauteloso, Saulo reafirmou a sua preocupação e os investimentos feitos dentro da pandemia, mas deixou claro que primeiro é preciso analisar o desenrolar desta mobilização, que tem se mostrado pouco confiável.

Cada um no seu quadrado

Se cada um fizesse sua parte, o Brasil seria melhor. Vereador cuida do município, Deputado Estadual cuida do Estado, Deputado Federal do país, o Executivo Governa e vereadores fiscalizam. É pena que tem Vereador querendo brincar de digital influencer.

Pautas na Fiesc

Participaram de uma reunião recente na FIESC, o presidente da entidade, Mario Cezar de Aguiar, o 1º vice-presidente da entidade, empresário, Gilberto Seleme, o presidente do Instituto de Meio-Ambiente, o IMA, Daniel Vinícius Netto, o empresário caçadorense Leonir Tesser, o deputado Valdir Cobalchini (MDB) e seu assessor, Carlos Kreuz.

Na pauta, demandas do setor industrial na área ambiental, tanto no âmbito Legislativo, quanto no âmbito do Executivo.

Representação ridícula

Repercutiu nesta semana a informação repassada pela 2º Promotoria de Justiça da Comarca de Caçador dando conta do arquivamento de Inquérito Civil contra o vereador Márcio JF (MDB). O objeto da representação era investigar suposta irregularidade na conduta do parlamentar, em relação a forma de fiscalização realizada na UPA.

Vamos combinar. Uma daquelas típicas ações na Justiça que não tem como dar em algum lugar. Chega ser ridículo querer impedir um vereador de fiscalizar o Executivo, sendo que esta é uma das principais funções do vereador. Seria mais ridículo ainda se prosseguisse tal ação com o aval do Ministério Público, logo outro ente público cuja tarefa fiscalizatória também lhe é um dos focos principais.

Agora, mais ridícula ainda é a má-fé de quem acionou, anonimamente, o Judiciário para cercear o trabalho de um vereador. Esse sim mereceria uma representação. Já temos pouquíssimos vereadores com vontade de fiscalizar o Executivo Municipal, se pega a moda, de usar o Judiciário para intimidar, sobrará quem?