Vereadores entram na luta pela Udesc em Caçador e outras notas

Leia também sobre a aprovação, com dois anos de atraso, da lei da liberdade econômica em Caçador; a falta de transparência quanto aos leitos de UTI do Hospital Maicé; o vereador que "joga pra plateia" com temas que não são locais e outras notas

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Moção foi aprovada em sessão ordinária virtual nesta semana

Vereadores entram na luta pela Udesc

A nova Câmara de Caçador, no geral, mostra que está sintonizada com pautas positivas para a cidade. A prova foi a aprovação por unanimidade de moção de apelo para que a UDESC instale fisicamente uma unidade em Caçador e ofereça, enfim, cursos gratuitos de graduação para a população de Caçador e região de forma presencial.

O documento será encaminhado à reitoria da Instituição. Agindo assim, os vereadores, que são os principais procuradores de toda a sociedade organizada caçadorense, engajam a vontade da comunidade caçadorense na busca pela Udesc.

O anseio tem eco em outros agentes políticos. O deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB) garantiu a inclusão no Orçamento do Estado deste ano, de uma emenda de R$ 2 milhões para a construção do prédio para a universidade no município. O prefeito Saulo Sperotto (PSDB) já deu sinal verde para a prefeitura buscar um terreno, de propriedade do próprio município, que sirva para a construção. Dois locais estão sendo avaliados: um próximo à Cidasc e outro maior, em extensão, no Parque das Araucárias.

Udesc em Caçador

Ainda sobre a instalação da Udesc em Caçador, informações ainda extraoficiais dão conta que a abertura de cursos presenciais no município está mais próxima do que se imagina. Se alguns acham que pode demorar até levantar o prédio e fechar a parceria com o município para o terreno, talvez muito antes, já no ano que vem, a cidade já possa contar com cursos presenciais da instituição em prédio alugado. É aguardar para ver!

Udesc em Caçador (2)

Quando se fala na instalação na Udesc em Caçador obviamente que publicamente todo mundo apoia a ideia. Até por que em sã consciência quem seria contra o ensino público gratuito. Mas, nos bastidores, alguns ficam com um pé atrás.

Uma das dúvidas é se a Udesc virá concorrer com instituições privadas como a Uniarp e outras universidades. É claro que não. A Udesc tem o verniz do ensino público e atua com outro foco de capacitação. Por certo oferecerá cursos diferenciados, sem concorrer com os já ofertados por outras instituições. Além do mais fará muito bem para a cidade. Vai trazer gente qualificada e contribuirá para a economia do município. Assim como o curso de medicina e o de engenharia da Uniarp fizeram. Sem falar que ajudará Caçador a se firmar como um grande polo educacional do Meio-oeste Catarinense.

Udesc em Caçador (3)

Enfim, quem pensa no bem da cidade vai abraçar a Udesc. O presidente da Câmara, Moacir D’Agostini (DEM) é um grande incentivador da iniciativa nos bastidores. Sabe da importância de qualificar cada vez mais nosso rol de oferta de cursos. Igualmente o vereador Johny Marcos Tibes de Souza (MDB), autor da moção, subscrita por todos os demais vereadores.

Na Câmara, um depoimento chamou a atenção. O vereador Clayton Zanella (DEM), professor da Uniarp na área da psicologia, fez coro pela vinda da Udesc e detalhou que a instituição estadual não compete com a Uniarp. Lembrou inclusive que a Udesc já teve em Caçador turmas de EAD de pós no magistério, cuja mulher sua foi uma das alunas. Apelou inclusive que até que se concretize a edificação sede da UDESC, que ao menos os cursos de EAD sejam retomados.

Vereador é municipal

Alguém precisa avisar Leandro Sawchuk que ele é um vereador de Caçador. Ora pois, Sawchuk acredita que deva ser um vereador estadual ou nacional. Toma-lhe o tempo mais questões dessas esferas, que na verdade pouco lhe compete.

No início do mandato ele fez uma manifestação no plenário da Casa cobrando que o deputado ESTADUAL, Valdir Cobalchini (MDB) resolvesse a questão da falta de peritos no INSS, que é um problema do Governo FEDERAL. “Temos que chamar o deputado Cobalchini que é estadual, que pode ter um amigo federal, que vai chamar o amigo do amigo, que vai ter que resolver a situação”, disse, no plenário da Câmara de Caçador.

Mais recentemente, nesta semana, voltou a abordar questões que fogem à esfera local. Cobrou do governador Carlos Moisés (PSL) a redução do percentual do ICMS sobre o preço final dos combustíveis na bomba. Uma pauta, cujo poder decisório, longe das escrivaninhas do prédio da Fernando Machado. 

Será que Caçador não tem assuntos que o vereador pode abordar? Será que está tudo uma maravilha em Caçador? Ah, esqueci, no campo local o vereador cobrou que a prefeitura melhore a qualidade das câmeras de videomonitoramento. Um assunto, com certeza, de suma importância pra cidade. O caçadorense não vai dormir se isso não for resolvido com urgência, sic.

Claro que temas estaduais e nacionais podem ser discutidos localmente e até provocados por um vereador, através da sugestão de uma moção, por exemplo, mas devem ser as questões locais o mote maior do trabalho de um vereador. Te apruma vereador, ainda é início de jornada e dá tempo.

A famigerada taxa de alvará

A Câmara de Caçador aprovou nesta semana o Projeto de Lei que altera a legislação tributária no Município e beneficia os empreendedores locais, especialmente no que se refere à desburocratização na hora de abrir seu negócio. A matéria beneficia as atividades de baixo e médio riscos, especialmente na emissão de alvarás, do habite-se e os demais instrumentos necessários na hora de abrir ou manter uma empresa. “Esta nova legislação permite um ambiente favorável ao surgimento de novos negócios e fortalecimento dos já existentes, possibilitando a geração de empregos e a ampliação de renda”, celebrou o presidente da Casa, Moacir D’ Agostini (DEM).

Presidente da Câmara, Moacir D’Agostini (DEM)

A famigerada taxa de alvará (2)

Agora vamos ver se a prefeitura coloca em prática. Ou melhor, se vai devolver o dinheiro do empreendedor que teve que pagar injustamente taxa de alvará nos últimos dois anos. Lembrando que esta lei aprovada na Câmara apenas ajusta pra municipalidade a lei da liberdade econômica, aprovada pelo Governo Federal em 2019. Com cara de paisagem a prefeitura de Caçador continuou cobrando a taxa de alvará em 2020 e 2021. Isso que o prefeito é do meio empresarial. No discurso uma coisa, na prática outra.

UTIs do Maicé

A Secretaria de Estado da Saúde entregou três ventiladores pulmonares para abertura de três novos leitos de UTI Covid -19 no Hospital Maicé, informa a assessoria do Hospital. Agora o Maicé tem 15 UTIs Covid, que são as pactuadas pelo SUS. Questionei a assessoria quantas UTIs que não são pactuadas pelo SUS, ou seja, cujo pagamento é privado. A pergunta ficou sem resposta. O povo quer saber. Mais transparência Maicé. Se tem uma coisa que jornalista que se preza não aceita é pergunta sem resposta. Vamos voltar ao assunto, ah, se vamos!

Papel ondulado

Reportagem no Jornal Nacional da Rede Globo desta semana mostrou que o setor de produção de papel ondulado, para embalagem, está bombando no País. A crise do coronavírus acelerou a venda de insumos para a indústria, especialmente de embalagens. As indústrias do setor estão trabalhando no limite e não vencem os pedidos. Em Caçador, temos no setor a Adami. Empolgado dirigente José Adami Neto deve estar trabalhando 98 horas por dia pra dar conta da demanda.