Cadê os leitos de UTI, Maicé? Júlio Tedesco; a importância de um deputado para um município

O que explica o Hospital Maicé reduzir pela metade o número de leitos de UTI-Covid-19 sendo que o Governo do Estado garante o custo dos leitos; leia também nesta coluna sobre os bastidores do fechamento a rua Henrique Julio Berger e a soma de recursos destinadas para Caçador pelo deputado Valdir Cobalchini

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Deputado Cobalchini destina importantes recursos para Caçador

A diferença que faz um deputado

A passagem do governador Carlos Moisés (PSL) por Caçador entregando as emendas impositivas a que os deputados têm direito no Orçamento Estadual, deixou muito claro a importância que é um município ter um deputado na Assembleia Legislativa. Cidades bases de deputados, são bem mais contemplados que outras que recebem os pingados que os parlamentares acabam fazendo no rateio para contemplar a maior parte de municípios.

A deputada Paulinha (PDT) por exemplo. Pegou R$ 1,280 milhão em recursos do total que tem direito e distribuiu à conta-gotas para sete municípios da região da AMARP. Caçador recebeu nesta semana R$ 200 mil para a área habitacional. E não é uma crítica à deputada. É claro que Caçador deve ser grato à atenção de Paulinha. Mas mostra o modus operandi do parlamento, em relação a regiões que não são suas bases: a grana é distribuída proporcional aos votos.

Já o deputado Valdir Cobalchini (MDB) que tem Caçador como sua base apresenta uma atenção incomparável. Por sua atuação junto ao governo o município recebeu R$ 2.5 milhões que serão investidos nas melhorias do Aeroporto. Sem falar em R$ 1.850 milhão em emendas individuais impositivas da sua cota e mais uma emenda de R$ 450 mil só para a área de infraestrutura. Isso só em recursos que passam pela prefeitura. Sem falar em outras ações como as que envolve a Apae, por exemplo, que receberá recursos para um novo ginásio a Apas, para melhorias da sua sede.

É esse pensamento que a cidade tem que ter. Cobalchini já manifestou a intenção de na eleição de 2022 concorrer a uma vaga no Congresso Nacional. Se eleito, Caçador e a região terão as portas abertas no governo federal que é onde está o graúdo do dinheiro no País. Se um deputado estadual tem direito a em torno de R$ 7 milhões em emendas impositivas, um deputado federal tem acesso a mais de R$ 15,9 milhões para encaminhar via Orçamento Federal, sem falar nas emendas coletivas e nos acessos aos ministérios.

Ao mesmo passo que Caçador pode ter pela primeira vez um deputado federal, tem também que começar a pensar em fazer outro deputado estadual. Afinal de contas, não podemos perder nosso lugar à Mesa em Florianópolis.

Júlio Tedesco

O empresário Júlio Andre Ruas Tedesco, 73 anos, faleceu na manhã desta sexta-feira (19), devido a complicações decorrentes da covid-19.

Júlio foi um dos maiores empreendedores da história de Balneário Camboriú e conduziu os negócios da família em Caçador. Ele estava internado no Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. Ele deixa esposa, filhas e netas. 

A Ordem do Mérito Industrial de Santa Catarina lhe foi concedida por outra de suas atividades, a produção de papel e celulose através da Primo Tedesco S.A, uma das maiores produtoras de sacos para cimento na América Latina, em Caçador.

O empresário Júlio Andre Ruas Tedesco, 73 anos, faleceu na manhã desta sexta-feira, 19, devido a complicações decorrentes da covid-19

Cadê os leitos de UTI Maicé?

A direção do Hospital Maicé tem que explicar melhor esta quantidade de leitos de UTIs que está sendo ofertada neste momento em relação a pacientes de Covid-19. No auge da crise sanitária, ano passado, Caçador chegou a ter 20 leitos. Desde então fecharam 10 leitos. A ‘desculpa’ que veio à público é que o Governo Federal suspendeu os repasses. Mas, tem um detalhe que não está fechando. Em nenhum momento o Governo do Estado deixou de sinalizar o pagamento do funcionamento das estruturas.

Em café da manhã com a imprensa, nesta sexta-feira (19), em Caçador, o próprio governador Carlos Moisés (PSL) fez um desafio à imprensa para praticar um jornalismo mais investigativo em relação ao tema. Ele garantiu que sempre deixou bem claro que o Estado paga o funcionamento dos leitos. Pipocam no Estado suspeitas de instituições hospitalares que estão aproveitam os recursos que seriam para custear os leitos para realizar composição de caixa. Não estou dizendo que é o caso em Caçador. Mas tem coisa que não está fechando nessa conta.

Governador Carlos Moisés em café da manhã com a imprensa local

O rolo da rua Henrique Julio Berger

Bombou desde a semana passada a notícia de que o prolongamento da rua Henrique Julio Berger será fechado pela Prefeitura. Daí já sabe né: começam os milhares de esclarecidos de Facebook dando pitaco, baseados naquele achismo de sempre.

Até um vereador fez demagogia em cima do assunto, se fazendo de desentendido, principalmente por pertencer ao partido que fez toda a confusão. E não, ele não é do PSDB, do atual prefeito e nem foi o Saulo que fez a confusão.

Vamos ao começo: em 2013, estava sendo realizada a obra do elevado do Tedesco. Como a rodovia Honorino Moro seria fechada, era necessária uma via alternativa. Estuda daqui, estuda dali e se chegou à conclusão de que a melhor saída seria abrir o prolongamento da rua Henrique Julio Berger.

Só que havia um problema: o terreno era particular, do ex-prefeito Onélio Menta. Algumas tratativas foram realizadas pelo então prefeito Beto Comazzetto, no MDB na época, para que aquela área fosse doada para a obra. E foi o que aconteceu, pelo menos na teoria: Menta “doou” o terreno. Um auê foi feito, com matérias nos sites, jornais e agradecimento dos vereadores na Câmara.

O tempo passou. O seu Onélio morreu. Vai daqui, vai dali e um dos filhos do ex-prefeito resolveu fazer algo bem interessante, pelo menos para ele: pediu de volta o terreno.

Como assim?”, essa foi a pergunta de todos. Se o terreno foi doado, como quer de volta? Aí que entra o ponto fundamental: o seu Onélio doou, mas só no fio do bigode, que antes valia mais que qualquer outra coisa.

Os herdeiros, da sua parte, pouco se importaram com isso e fizeram a proposta para a Prefeitura, agora no mandato do prefeito Saulo: a compra da área ou a devolução.

Não tive acesso ao valor que eles pediram, mas pouco não era. A questão foi para a Justiça e as opções foram as mesmas, sem outro acordo.

A atual administração optou por não gastar horrores do dinheiro do contribuinte para remendar uma situação que, na época, deveria ter sido homologada pelo prefeito Beto. Para o seu Onélio, estava tudo certo, mas a gestão pública demanda de burocracias necessárias, bestas, mas necessárias.

Agora, a pergunta pode ser: Porque a Prefeitura preferiu divulgar outros motivos? Pelo que me informei, existia mesmo um pedido da Polícia Rodoviária para que aquela via fosse fechada por causa da falta de segurança e que, vamos combinar, é real mesmo. Vários foram os acidentes ali, até com morte.

Por outro lado, esta iniciativa de divulgar os outros motivos pode ser realmente em respeito ao seu Onélio Menta, um grande estadista, líder nato e que tinha pensamentos na comunidade. Pena que seus herdeiros pensam ao contrário.

Aliás, pessoal que mora lá na Vila Santa Teresinha e não tem o seu terreno regularizado, podia se preocupar também né, afinal, foi o seu Onélio que doou na época da enchente de 83.

Foto divulgada na imprensa na época da doação do terreno pelo ex-prefeito Menta

Demagogia

Agora, o vereador que fez a demagogia com o assunto, eu deixo para vocês concluírem, de acordo com o que viram nas redes sociais.