UNIARP tem defesa de TCC traduzida em Libras

Assegurar condições básicas de acesso, mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações é o objetivo principal da UNIARP para garantir a permanência e o sucesso dos alunos com deficiências.

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O acadêmico Fábio Moreira, do curso de Educação Física da UNIARP, realizou dia 10 de dezembro a defesa do Trabalho de Conclusão de Curso. Fábio é pessoa surda profunda, e teve seu trabalho traduzido em Libras, de forma simultânea em banca realizada online.

Ao longo do curso, o acadêmico contou com o apoio do Programa de Atendimento à Pessoa com Deficiência (PAD) da UNIARP, por meio da professora Sandra Muncinelli e das intérpretes, Raquel, Nina, Jussara, Maira e Dayane. O professor orientador do acadêmico foi Mauro Reis.

Fábio fez questão de agradecer toda a equipe. “Todo este tempo na Universidade me ajudou a crescer como pessoa e a ver o mundo com outros olhos. Cada estágio foi uma superação para mim e aprendi a aceitar as críticas. Aprendi o que é apoio e que sou diferente. Aprendi que tenho muito a aprender”, declarou.

A Universidade Alto Vale do Rio do Peixe (UNIARP) mantém desde 2009 o Programa de Atendimento aos Alunos com Deficiência, Resolução CONSUN nº 047, de 07 de dezembro de 2011, que visa dar acesso e garantir a permanência do acadêmico na Universidade até sua formação. Para isso o Programa fornece material em Braille, realiza a transcrição de provas e trabalhos, acompanha intérpretes da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em sala de aula e fomenta a discussão da inclusão do portador de deficiência no meio acadêmico.

Assegurar condições básicas de acesso, mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações é o objetivo principal  da UNIARP para garantir a permanência e o sucesso dos alunos com deficiências.

A Língua Brasileira de Sinais é o segundo idioma oficial do Brasil, compondo-se de um conjunto organizado de elementos, sons e gestos que possibilitam a comunicação. O Brasil conta com 10,5 milhões de surdos ou pessoas com deficiência. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), existem 500 milhões de surdos no mundo e, até 2050, haverá pelo menos 1 bilhão em todo o globo. Diante dos números, vê-se a necessidade do ensino de Libras nas escolas, a fim de proporcionar uma inclusão integral da pessoa surda. Atualmente, o ensino da língua é obrigatório apenas nos cursos de formação de professores para o exercício do magistério e nos cursos de Fonoaudiologia.