O projeto Cobalchini federal e o empenho dos empresários pelo Hospital Maicé

Depois de quatro mandatos como deputado estadual, ouvindo o apelo das bases, Valdir Cobalchini decidiu iniciar as tratativas para se candidatar a deputado federal nas eleições de 2022

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Cobalchini ladeado pelos ex-governadres Luiz Henrique e Casildo Maldaner

Start no projeto Cobalchini federal

O martelo está batido! O deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB) mergulhou de cabeça no projeto por uma vaga na Câmara dos Deputados. Após quatro mandatos representando os caçadorenses e demais bases na Assembleia Legislativo, o projeto para Brasília está mais que maduro e azeitado.

O parlamentar busca uma vaga na acirrada disputa para deputado federal com uma ampla lista de serviços prestados. Creio que muitos, para não dizer todos, que leem este artigo, já o acompanham muito bem nesta caminhada, mas, é sempre bom lembrar, até como embasamento deste projeto.

Desde quando surgiu para a vida pública, ainda muito jovem, em Brasília, nos idos de 1980, no gabinete do deputado federal, Casildo Maldaner, Cobalchini já mostrava características para a política, como saber ouvir, “não pensar com o fígado” e ler os movimentos políticos futuros. Assim, retornou ao Estado, em 1985, ao lado de Casildo, quando este tornou-se vice-governador e o jovem Cobalchini assumiu a Secretaria de Negócios do Oeste, em Chapecó.

Em seguida foi um dos coordenadores da eleição do ex-governador Paulo Afonso e em 1995 foi seu chefe de Gabinete. Caçador conheceu o hoje deputado um pouco antes de 2000. Neste ano ele assumiu a chefia de gabinete do ex-prefeito Onélio Menta.

Mas, foi de 2003 a 2007 que Cobalchini realmente floresceu para a política estadual, com a brilhante atuação à frente da SDR de Caçador. Soube aproveitar a oportunidade dada pelo saudoso ex-governador Luiz Henrique da Silveira. As ações e obras em Caçador e região ecoaram no Estado inteiro e a Micro região tornou-se case de sucesso da descentralização. Um sistema de governo importantíssimo na época, que hoje, com o avançar da tecnologia, perdeu a força.

De 2008 a 2010 Cobalchni assumiu a Casa Civil de LHS e simultaneamente ocupou o cargo com uma cadeira na Assembleia Legislativa (seu primeiro mandato). Em 2010 foi reeleito deputado, com a maior votação do MDB e de 2011 a 2014 ocupou a Secretaria de Estado de Infraestrutura. Nesta época ameaçou sair a deputado federal. Recuou. Talvez um erro que lhe custou caro dentro da bancada emedebista. Mas, talvez, também, não fosse a hora. Só estrutura, que é o que ele tinha à época, talvez não fosse o suficiente para uma eleição. Quantos ficam pelo caminho com toda força da máquina.

Assim, concorreu em 2014 novamente a deputado estadual e foi reeleito para o terceiro mandato e em 2018 conquistou seu 4º mandato, até os dias atuais. Nesse período soube com maestria curar as feridas internas partidárias pelo recuou de 2013 de não ter ido a deputado federal. Reposicionou-se na cúpula estadual do partido. Hoje, mais experiente, é uma de suas principais lideranças. Carrega aquilo que se diz que é a alma do MDB, o DNA. É ouvido sempre, em qualquer passo que o partido tenha que dar.

E é esse MDB que talvez seja a grande força motriz de Cobalchini para a disputa que se avizinha daqui a dois anos. Os resultados das eleições municipais mostraram que o partido continua forte no Estado. Foram eleitos 96 prefeitos pela sigla. Cinco deles estão nas 20 maiores cidades. Um partido organizado e forte em todos os 296 municípios catarinenses. E, em todos eles, Cobalchini é bem recebido e visto como um líder. Como afirmei antes, talvez em 2013, ele tivesse a estrutura, mas não estivesse preparado, pronto.

É essa massa de base que já está sendo tocada pelo deputado desde que passaram as eleições municipais. Em 2010 e em 2018 ele foi o deputado estadual mais votado pelo partido e isso não é pouca coisa, demonstra o carinho dos emedebistas com seu trabalho. Apoios aparecem de todas as partes. Mas, é claro que apenas o apoio partidário não basta. Afinal de contas, o MDB terá inúmeros outros postulantes a vagas em Brasília e a disputa será acirrada internamente. Cobalchini precisa também ficar maior no seio da sociedade. As lideranças empresariais, sociais, de classe, precisam entender que o projeto é de todos.

Caçador é um exemplo disso. Quem entende um pouco do xadrez político sabe da força que uma cidade fica tendo um deputado federal. Não só Caçador, como a região toda. A região do Meio-oeste tinha Jorginho Mello (PL), em Joaçaba. Hoje, senador, a região ficou órfã. Ter um representante na Câmara Alta do País representa abertura de portas para recursos, investimentos e atenção do Governo Federal e também Estadual. Ainda mais se este representante tiver a bagagem política que Cobalchini tem.

Muita água inda vai rolar até 2022. É um projeto que se inicia. A eleição é possível, mas é brigada. A estratégia terá que ser perfeita. Mas, é uma ideia que não nasce solitária na cabeça do deputado. Atende aos impulsos de seus apoiadores. Suas bases pedem. A ausência de representação no Meio-oeste pede. É um passo que precisa ser dado. O sucesso ou não, só saberemos, ao final da jornada.

Os empresários e o Maicé

Há quase uma década, quando criou-se o Conselho Consultivo, a classe empresarial abraçou o Hospital Maicé. Não que antes não ajudasse. Mas, a partir de então, capitaneado por lideranças como Leonir Tesser, Henrique Basso, Gilberto Seleme, José Adami Neto e inúmeros outros, as ações foram orquestradas, organizadas e cirúrgicas para melhorar o desempenho do hospital.

Mais recentemente, com a recente ascensão de João Machiavelli para coordenar este processo, a esforço empresarial não diminuiu e, inclusive, ganhou outros rostos. Exemplo foi a recente entrega de melhorias na recepção central e laboratório de análises clínicas, que teve doação da empresa Guararapes.

Foram R$ 512 mil investidos nas obras. O ato de entrega teve a presença de Diorgenes Bertolin, diretor industrial da Guararapes, Tatiane Szymczak Bialeski, secretária executiva da Guararapes, irmã Elizabeth Lima, diretora do Hospital Maicé, João Machiavelli, presidente do Conselho Consultivo, Sérgio Schmitz Júnior, diretor superintendente do Maicé e Leonir Tesser, integrante do Conselho Consultivo. Durante o ato, Diorgenes recebeu o troféu Amigo do Hospital.

Nesta semana o Hospital Maicé inaugurou mais melhorias com ajuda do empresariado. Teve a entrega da reestruturação do jardim do Hospital Maicé, doada por um grupo de amigos, coordenado pelo empresário Milton Irias da Eletro Comercial MW e pelo engenheiro civil Eliakin de Souza Bueno.

Já a capela foi uma doação do casal Olmar e Maria Salamoni, já falecidos. O desejo do casal de ajudar o Hospital foi realizado por seus filhos. A obra teve o apoio das empresas Eletro Comercial MW e Turatti Estruturas Metálicas. Familiares do casal Olmar e Maria Salamoni receberam o Troféu Amigo do Hospital, assim como o empresário Milton e o engenheiro Eliakin.