Moisés retorna ao governo, a eleição do filho de Cobalchini na Capital e outras notas

Leia nesta coluna como foi a votação que devolveu o mandato ao governador Carlos Moisés; além de um pouco mais sobre o resultado das eleições municipais

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Impeachment: Moisés é absolvido

Na tarde desta sexta-feira (27), o Tribunal Especial de Julgamento do Impeachment absolveu Carlos Moisés da Silva, que voltará ao cargo de governador de Santa Catarina. Na prática, Moisés ficou fora do cargo por cerca de 30 dias. Foram seis votos pelo arquivamento, três pela cassação e uma abstenção.

O Tribunal seguiu a expectativa pela absolvição do governador eleito em 2018. Assim, Moisés receberá ainda nesta sexta uma notificação do Tribunal e reassume automaticamente o cargo. Assim, Daniela Reinehr volta a ser vice.

Moisés teve seis votos pelo arquivamento da denúncia: dos desembargadores Carlos Alberto Civinski, Sergio Rizelo, Cláudia Lambert de Faria, e Rubens Schulz. Também votaram pelo arquivamento o deputado Mauricio Eskudlark (PL) e Laércio Schuster (PSB)

Votaram pela cassação os deputados Sargento Lima (PSL) e Kennedy Nunes (PSD) e o desembargador Luiz Felipe Schuch.

O deputado Luiz Fernando Vampiro (MDB) se absteve.

Três membros mudaram de lado da primeira votação. Schuster, Eskudlark, Vampiro haviam votado pelo seguimento da denúncia e agora votaram pela absolvição – os dois primeiros – e abstenção.

O filho eleito

Quem é só sorrisos é o deputado estadual, Valdir Cobalchini (MDB) com a eleição de seu filho, João, novo vereador em Florianópolis. João é um dos quatro vereadores eleitos pelo Democratas, do prefeito Gean Loureiro (DEM). Fez 2.337 e deixou pra trás muito político de peso da Capital. Surpreendeu a muita gente, inclusive a este colunista, que até acreditava numa boa votação, dada a força da família Cobalchini e ao perfil boa praça do João, porém, talvez, não para a eleição.

Pois foi eleito e muito bem eleito, muito reflexo do grupo forte que tem na Capital, que também tem refletido na crescente votação do próprio pai, nos últimos pleitos. João tem tudo para fazer carreira na política. É um cara do bem, correto e tem um espelho que dispensa comentários que é o pai para se espelhar. E mais, terá um bom conselheiro nesta jornada que se inicia. Cobalchini (pai) ainda joga um bolão no campo político e já fez o sucessor.

Lote pra carpi

Nunca antes na história da política de Caçador a expressão “vá achar um lote pra carpi (capinar)” esteve tão em alta! Como diria o colunista Cacau Menezes, ‘a turma são fogo’, não perde a piada.

Não reeleito

Ainda sobre os resultados das eleições na região, talvez um dos resultados mais emblemáticos foi a não eleição em Timbó Grande, do prefeito Ari Galeski (MDB). Ele fez 36,61% (1.674 votos) contra 44,29% ou 2.025 votos do ex-prefeito Valdir Cardoso (PSDB). Ari está a frente de um belo governo, bem avaliado, realizou dezenas de obras significativas como pontes em concreto no interior e pavimentação de boa parte das ruas da cidade e mesmo assim não obteve sucesso. É claro que enfrentou um concorrente à altura. Cardoso é ex-prefeito e tem a casca dura, como se fala em política. Mas prova, mais uma vez, que não basta fazer um grande governo para uma reeleição. É preciso prestar atenção dos aspectos políticos e também há outros fatores que podem desequilibrar uma disputa.