Start no Parque Linear, candidatos barrados em Calmon e análise do afastamento do Governador

Leia nesta coluna, além de outras notas, sobre os candidatos a vereador do lado da Situação que foram barrados pela Justiça Eleitoral em Calmon e uma análise sobre o afastamento do governador Carlos Moisés

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Parque Linear

Se parecia que tinha uma cabeça de burro enterrada em algum lugar por aí, pelo tipo, agora foi encontrada e tirada do local. Digo isso porque há meses a Prefeitura estava organizando para dar a ordem de serviço para o Parque Linear.

Depois de mais de 3 anos de busca por licenças ambientais e dos mais diversos órgãos burocráticos do Governo Federal, e, de uma disputa judicial por causa da licitação, enfim, nesta sexta-feira, 23, foi dada a ordem de serviço para começar as obras.

A empresa Minerocha foi a vencedora e vai iniciar os trabalhos no dia 3 de novembro.

Parque Linear (2)

Só vale lembrar que o Parque Linear não é um parquinho tipo o Parque Central. Consiste, em sua maioria, em obras de mobilidade, como ruas, pistas de caminhada e de ciclismo e em recuperação ambiental. O nome “parque” foi dado por se tratar de uma área, assim como “parque industrial”. Ou alguém aí pensa que, quando se fala em parque industrial estamos falando de um monte de brinquedos e árvores? Então…

Parque Linear (3)

Esta obra vai integrar, desde o bairro Nossa Senhora Salete até o Berger, passando pelo Gioppo, Centro e Vila Paraíso. Aliás, no Berger, ficará uma das maiores intervenções, com a abertura da rua Ônio Pedrassani, por traz da Viposa e pela área da antiga Cibrazem.

Parque Linear (4)

E a Saúde? Vai ter pista de caminhada e de ciclismo. Logo, se você sair caminhar ou andar de bicicleta, estará fazendo exercício físico. Com isso, você evita doenças. Evitando doenças, não precisa de atendimento na Saúde. Ou seja: este é um investimento na Saúde.

Recorrendo

Após a decisão pela impugnação da candidatura, na Justiça Eleitoral em Caçador, a defesa do prefeito Saulo Sperotto (PSDB) está recorrendo ao TRE, em Florianópolis. Enquanto isso, o TJSC está analisando outros recursos que são motivo desta situação. Abaixo nota emitida pela coligação do prefeito:

Comunidade caçadorense:

A Coligação Mais Perto de Você informa que recebeu com serenidade a decisão da Justiça Eleitoral de Primeiro Grau, que indeferiu o pedido de registro de candidatura de Saulo Sperotto à reeleição ao cargo de Prefeito Municipal.

A decisão do Juízo Eleitoral foi tomada com base em decisão de outro processo, que tramita junto à Justiça Estadual e que já foi objeto de recursos apresentados pela defesa do atual Prefeito, que estão em sede de análise.

Respeitamos a decisão judicial mas discordamos dela e apresentaremos, assim que a mesma for publicada, recurso ao Tribunal Regional Eleitoral.

Reiteramos nossa confiança no Poder Judiciário, continuamos nossa campanha certos de Juntos Podemos Fazer Mais.

Barrados pela Justiça em Calmon

Em Calmon não está nada fácil a vida de quem é do governo municipal, na tentativa de se manter no comando da prefeitura. Primeiro, o prefeito Pedro Spautz Netto (PP) foi barrado pela Justiça e não pode concorrer por ser Ficha Suja. Agora, a chapa encabeçada pelo candidato a prefeito apoiado pela prefeito, o Tike (PP), acaba de perder três candidatos a vereador, todos com as candidaturas impugnadas pela Justiça Eleitoral. São eles Sandro Rodrigues de Andrade, Adeline Tatiane Kulczyk (que é cunhada do prefeito) e o eterno vereador Gilberto Giovani Gregório, o Vano. Este último, dono de uma borracharia no município, acumula vários mandatos como vereador. Parece que não será reeleito para mais quatro anos.

Uma decisão coerente

Ao final, a decisão do Tribunal Misto foi mais coerente até do que se esperava. Ao afastar o governador Moisés e entregar o governo a sua vice, Daniela, na verdade se antecipa a decisão fatal do segundo processo de impeachment do caso dos respiradores, que é muito mais grave que o caso atual (aumento ilegal dos procuradores) e também deverá ceifar Moisés do cargo.

Assim, a vice já assume na próxima terça-feira (27), antecipando o que acontecerá no segundo afastamento do governador que se dará em algumas semanas e atinge apenas Moisés. Caso se safasse deste, daquele por certo não passaria.

Seu afastamento também foi coerente com o sistema eleitoral, respeitando o voto do eleitor. Se o mandatário errou, assume o vice e não o presidente da ALESC, Julio Garcia, também enrolado com a Justiça ou outro político que pudesse assumir o Estado.

A decisão foi a menos traumática para o Estado e não alterou o rumo do atual Governo. Para quem votou casado em Bolsonaro e no 17 aqui no estado, também fez justiça. Moisés descolou do presidente, enquanto a vice, ora governadora, sempre se manteve fiel ao líder maior.

Resta agora é ver a capacidade de governar de Daniela. Ela sabe o que não pode fazer. Viu o que deu errado com Moisés. À distância parece-me mais humilde, menos arrogante. Se souber partilhar o poder, do qual ninguém é dono, poderá conduzir o Estado nesses dois anos que restam do governo.

EM TEMPO: Lembrando que Moisés poderá ser absolvido ao final deste julgamento. Ele teve seis votos desfavoráveis e para ser cassado em definitivo no julgamento final que se dará em 180 precisará ter no mínimo 7 votos contrários.

Porém, problema maior, me parece, o segundo impeachment, dos respiradores, esse com amplo apelo popular e indignação da opinião pública.