Prefeito Pedro tem reeleição barrada na Justiça; Cobalchini em importante papel na Alesc e outras notas

Deputado Valdir Cobalchini assume a relatoria do segundo pedido de impeachment contra o governador e vice-governador, agora no caso do sumiço dos R$ 33 milhões dos Respiradores; já em Calmon, o prefeito Pedro Spautz está fora da eleição por impedimento na Justiça e outras notas

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Deu ruim pro Pedro em Calmon

Deu na trave a candidatura à reeleição do prefeito de Calmon, Pedro Spautz (PP). Com problemas com a Justiça ele não poderá concorrer. A estrutura estava toda pronta com coligação envolvendo os partidos PP-PT e MDB e com essa reviravolta precisou ser tudo mudado de última hora (nesta semana passada, prazo de registro das chapas). Assim, novos nomes foram escolhidos de última hora.
Concorre a prefeito pela chapa governista Hélio Marcelo Olenka (PP) e a vice-prefeito Jaimir Rodrigues (PT). Ainda concorrem no município a chapa do PSDB com Nelson Peron para prefeito e como vice, Antônio Sérgio Curione e a chapa do PDT com Padre Dinis para prefeito e vice, Silvestre Francisco Koch.

Cobalchini relator

Deputado estadual Valdir Cobalchini (MDB) assumiu a relatoria na comissão que vai analisar a admissibilidade do segundo processo de impeachment do governador Carlos Moisés (PSL) e sua vice, Daniela Reinehr (sem partido). Sem dúvidas, um desavio à altura do parlamentar. Quem acompanha sua trajetória sabe muito bem que não faltará serenidade, equilíbrio e conhecimento com embasamento jurídico para essa tarefa.

Há quem considere esse pedido de impeachment mais importante que o primeiro, sobre os salários dos procuradores, que inclusive já foi aprovado. Essa nova peça trata do vergonhoso pagamento antecipado de R$ 33 milhões por respiradores que o Estado jamais recebeu. Deste valor, R$ 11 milhões foram recuperados via ação da Gaeco e demais forças policiais com respaldo da Justiça. Mas, o restante, ainda nada.

Roubo descarado na saúde pública de Santa Catarina, bem num momento em que todos sofríamos e ainda sofremos com a pandemia do coronavírus. Um verdadeiro crime que me permite pensar que apenas a cassação dos mandatários do Estado seria pouco como punição. Mas, é o que resta, mais que isso que fique para a justiça divina.

Os cachorros e os votos

Parece piada, mas não é e, segundo fontes, está acontecendo na nossa gloriosa cidade de Caçador. Uma candidata a vereadora, que teria trabalhado como agente de Saúde, estaria usando da sua nova função (candidata a vereadora) para obter benefícios eleitorais.

Segundo as minhas fontes, o procedimento é o seguinte: ao chegar nas residências pedindo voto (nem podia ainda, mas ela já estava há dias fazendo isso), passa a oferecer também atendimento no Centro de Bem-Estar Animal de Caçador.

A candidata liga para o local dando ordens (não, ela não pede) para que tal animal, de determinada localidade, seja atendido.

Em dois casos, ela passou o número particular de servidores públicos ligados ao Centro de Bem-Estar Animal. A estratégia é ótima: se não houver o atendimento, ela fez a sua parte e a culpa não é dela.

Os cachorros e os votos (2)

O pior é que, segundo o que contou a própria “quase autoridade” em uma ligação para o Centro de Bem-Estar Animal, junto com ela estava uma mulher que está concorrendo também a um cargo eletivo e elas realizavam visitas às residências por causa de uma associação cuidadora de animais.
Enfim, nunca imaginei que veria isso em uma eleição, mas…

Abandono a mando de alguém

Não bastasse este tipo de ação, há ainda outra estratégia e que foi descoberta recentemente. Um certo dia, uma caixa com cachorros foi abandonada na frente do Centro de Bem-estar Animal, em um momento em que não havia ninguém trabalhando lá.

Só que o local tem câmeras de segurança e tudo foi identificado: o veículo que abandonou os animais, a forma como abandonaram, horário e as pessoas.

O veículo era uma Ranger, prata. Uma mulher e uma criança fizeram esta crueldade.
Agora, se eu contar parece até mentira, mas existem áudios que comprovam isso: a pessoa que abandonou os animais explicou, em um grupo de whatsapp, que o fez a mando de uma ex-servidora pública, agora aposentada.

A orientação foi de que: “Deixa lá na frente, quando não tiver ninguém, que eles dão um jeito”.

O problema é que o Centro de Bem-Estar Animal que fornece atendimento para pessoas de baixa renda ou animais de rua e não é local onde se pode jogar cachorros ou gatos ao bel prazer. O atendimento lá é temporário e não para longo tempo, tanto que, os animais que recebem cirurgias ou atendimentos mais simples, são logo encaminhados de volta para seus proprietários, tutores ou lares temporários.
Lá, são feitas castrações para animais de rua, para pessoas carentes, mas que vão continuar cuidando dos bichinhos. Eu duvido que uma pessoa, em uma Ranger, não tem condições de cuidar dos seus animaizinhos.

Para finalizar: se você tem um cachorro ou um gato, a responsabilidade é sua. Não queira jogar para o Poder Público cuidar. Cuide! Se não, nem tenha um bichinho em casa.

Semáforo

Prefeitura de Caçador conseguiu acabar com a via rápida que era a ideia inicial da saída de Caçador para Lebon Régis, na avenida Engenheiro Lourenço Faoro, colocando um semáforo bem na metade da via. Se agradou moradores da região do Martello, facilitando a saída sentido centro para quem morada naquela região, piorou em muito para quem trafega pela via, só de passagem. Recentemente até um acidente foi registrado no local. Mas, é a velha máxima do trânsito de Caçador: se for necessário rodar 500 metros para encontrar um retorno é só reclamação. Mas quando vão para algumas cidades grandes se rasgam elogiando a organização do trânsito com vias rápidas.

Dicas eleitorais

Neste domingo (27) inicia oficialmente a campanha política. Então, para orientar nossos leitores, vai algumas dicas de como vai funcionar o financiamento da campanha:

Gastos de campanha

• Limites de gasto da campanha – As despesas de campanha devem respeitar um limite, que varia conforme o cargo disputado, a cidade e o turno da eleição. O candidato que descumprir o teto estará sujeito à multa e poderá responder por abuso do poder econômico. Esses limites são iguais aos de 2016, corrigidos pela inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). São Paulo é a cidade com o maior limite de despesas — quase R$ 51,8 milhões para campanha de prefeito no primeiro turno e R$ 20,7 milhões no segundo turno; e R$ 3,6 milhões nas campanhas para vereador.
• Autofinanciamento – O candidato poderá usar recursos próprios para se autofinanciar em até 10% do limite de gasto para o cargo.
• Doações – Somente pessoas físicas podem fazer doações para campanhas eleitorais. As doações são limitadas a 10% da renda bruta do doador no ano de 2019.
• Arrecadação pela internet – Os candidatos poderão fazer arrecadação de recursos pela internet, por meio de cartão de crédito ou de débito. O doador será identificado pelo nome e pelo CPF. Para cada doação realizada, será emitido um recibo eleitoral.