Vigilância Sanitária alerta quanto ao descarte irregular de resíduos perfurocortantes

Na semana passada, foi recebida uma denúncia do despejo irregular de resíduos nas margens do Rio do Peixe. Ao ir até o local os fiscais encontraram o descarte irregular de Resíduos de Serviço da Saúde (RSS) próximo à Ponte do Amor ao lado da rua Aristeu Porto Lopes.

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A Vigilância Sanitária de Caçador alerta a comunidade a respeito do descarte irregular de resíduos perfurocortantes. Na semana passada, foi recebida uma denúncia do despejo irregular de resíduos nas margens do Rio do Peixe. Ao ir até o local os fiscais encontraram o descarte irregular de Resíduos de Serviço da Saúde (RSS) próximo à Ponte do Amor ao lado da rua Aristeu Porto Lopes.

“O descarte clandestino dos resíduos demonstra a falta de conscientização ambiental do indivíduo, visto que mediante a pandemia do Covid-19 além do impacto ambiental ocasionado ao meio ambiente o mesmo ocasiona um risco sanitário, sendo que o resíduo é enquadrado como materiais perfurocortantes (Grupo E)”, destacou Roger Francisco Ferreira de Campos, da Vigilância Sanitária.

Os materiais perfurocortantes são caracterizados como: lâminas de barbear, agulhas, escalpes, ampolas de vidro, brocas, limas endodônticas, pontas diamantadas, lâminas de bisturi, lancetas; tubos capilares; micropipetas; lâminas e lamínulas; espátulas; e todos os utensílios de vidro quebrados no laboratório (pipetas, tubos de coleta sanguínea e placas de Petri) e outros similares, conforme expressa a Resolução RDC nº 222, de 28 de março de 2018 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).

Mediante essas características os resíduos perfurocortantes precisam ser destinados/coletados por uma empresa credenciada junto ao órgão ambiental, com a geração do respectivo Manifesto de Transporte de Resíduos (MTR), onde a Lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010 que institui a Política Nacional de Resíduos Sólidos explana no artigo 47° que fica proibido a destinação ou disposição final de resíduos a céu aberto e em sistemas hídricos – ficando o destinador passível de notificação.

“Assim, a vigilância informa que devido as características do resíduo e seu impacto ambiental e sanitário é de extrema importância que a população/geradores realizem a destinação correta de seus resíduos, buscando almejar o estabelecido nas legislações sanitárias e ambiental”, finalizou Roger.