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Editor: Adriano Ribeiro | Acessar FLORIPA

29/08/2016 18:46

Javalis estão se multiplicando em ritmo acelerado na região de Caçador

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CRÉDITO: Divulgação População de porcos selvagens na região está aumentando População de porcos selvagens na região está aumentando

Um levantamento inédito feito pelo grupamento em Caçador da Polícia Militar Ambiental revela que a presença dos javalis-europeus, também conhecidos como porcos selvagens, está começando a incomodar a região. Somente em 2016 a polícia contabilizou 38 animais abatidos na região de Caçador, um número expressivamente superior aos outros anos e o maior desde 2010, quando o abate foi autorizado pelo Ibama.

Capaz de destruir até 60% da safra e de atacar animais domésticos, o atual inimigo dos produtores agrícolas não pertence à fauna brasileira. Os javalis são considerados fauna exótica invasora, sendo uma ameaça às lavouras, nascentes dos rios e também à saúde humana. 

Os primeiros casos de porcos selvagens em propriedades rurais de Santa Catarina, um dos Estados mais afetados pela sua presença, datam de 2006. A maior parte habita em Lages, onde há uma população de até 3 mil javalis. Em Caçador, segundo informações de especialistas, não existe uma estimativa, mas a população dos javalis começou a crescer e apresentar danos há cerca de dois anos, sendo 2016 a época com maior problemática.

Segundo o sargento Miguel D’Oliveira Lima, da Polícia Ambiental de Caçador, atualmente 40 pessoas estão autorizadas para fazer o abate do animal em solo caçadorense e em outros municípios de abrangência, como Lebon Régis, Rio das Antas, Calmon, Macieira e Timbó Grande. No ano passado, eram apenas 28 autorizações.

“Na nossa região os javalis apareceram com maior frequência há cerca de 2 anos, de forma a criar dano tanto ao meio ambiente quanto socioeconômico. Eles existiam até então, mas não eram muitos e não causavam prejuízos. Já outras regiões próximas, como o município Lages, a problemática é bem maior e mais antiga”, destaca.

Os javalis são animais inteligentes, aprendem evitar armadilhas e é uma espécie de difícil controle. As formas mais convencionais de abate em Santa Catarina são com o uso de matilhas para farejar os javalis; cevas (prática que utiliza milho ou outros grãos para atrair os bichos) ou a busca com armas. 

Uma observação feita pelo sargento Oliveira é a forma como o animal deve ser abatido. “Lembrando que se for mediante captura, ele deverá ser capturado vivo, e não pode causar sofrimento em hipótese alguma. É proibido utilizar armadilha que abate na hora, considerada uma forma de maus tratos”, diz. 

O animal abatido também não pode ser transportado de um lugar para outro, nem a carne deve ser consumida ou comercializada. Após expirar a autorização de abate, a pessoa deverá apresentar os resultados à Polícia Militar Ambiental.

 

AUTORIZAÇÃO

O manejo do javali, que consiste na captura e abate por arma de fogo ou armadilha, tem autorização do Ibama desde que o interessado se registre e obtenha uma licença. Em Caçador não há mais uma central do Ibama, e o registro é feito junto à Polícia Militar Ambiental, localizado no Batalhão. 

O interessado preenche alguns formulários, entrega a autorização assinada do proprietário das terras, assina um termo de responsabilidade e apresenta alguns documentos. Se estiver tudo regular, a autorização é emitida e será válida por seis meses.

O sargento Oliveira, da Polícia Militar Ambiental de Caçador, lembra que a autorização para abate de porcos selvagens não é caça, e portador dela deve sempre respeitar a legislação vigente. Quem não cumprir, poderá ser preso em flagrante.

“Essa autorização que nós concedemos não lhe dá o direito de fazer o abate da forma que quiser. Deve-se cumprir igualmente a Lei. Para abate com arma de fogo, por exemplo, é preciso ter registro da arma e autorização para transporte. Para armas longas, precisa ser associado a um Clube de Tiro também”, declara.

 

SOBRE OS IMPACTOS

Sobre os impactos ambientais, eles começam desde o pisoteio de plantas em áreas de nascentes de rios até aumentar erosão perto de riachos. Os javalis comem de tudo. Há uma série de preocupações em relação ao comportamento de javalis, mas as erosões nas nascentes têm chamado bastante atenção. 

Impactos econômicos podem acontecer de duas formas. Uma delas é o impacto direto sobre as culturas, principalmente do milho, pois os javalis pisoteiam as plantas, causando grande estrago. 

Além disso, o Brasil é um grande produtor de carne suína e os javalis podem transmitir a peste suína para animais de granja, podendo assim comprometer a exportação de carne se houver surtos descontrolados dessa doença. 

O Jornal Informe é uma rede de jornais de circulação em Caçador (sede) e Florianópolis. 

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