Marcos Creminácio quer informações sobre aluguel de quase R$ 6 mil para abrigar arquivo da saúde

O assunto foi levantado pelo Vereador Marcos Creminácio (PDT), que formalmente cobrou explicações do Executivo.

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O pagamento de quase R$ 6 mil por mês efetuado pela Prefeitura de Caçador à empresa Cerro Azul, referente a locação de imóvel localizado no bairro Bom Jesus para abrigar o arquivo da Secretaria Municipal de Saúde gerou debate durante esta semana na Câmara Municipal de Caçador. O assunto foi levantado pelo Vereador Marcos Creminácio (PDT), que formalmente cobrou explicações do Executivo.

Ele informou que até agosto de 2019, o local abrigava as atividades do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), no entanto, um novo imóvel para esta finalidade foi locado na Rua Conselheiro Mafra, no Centro. Mesmo com o encerramento das atividades da CAPS, os vencimentos continuaram sendo pagos à empresa Cerro Azul, conforme consta no site da prefeitura, para abrigar no espaço o arquivo da Secretaria Municipal de Saúde.

“Os pagamentos acontecem desde setembro, sendo que em 30 de abril deste ano, período em que já estávamos vivendo a pandemia, com queda na arrecadação e cortes de gastos, foram quitadas três parcelas de alugueis que superam os R$ 17 mil. Isso demonstra total falta de comprometimento com o dinheiro público, já que existem espaços ociosos em algumas repartições públicas que poderiam abrigar este material sem custo para a municipalidade, ou até mesmo salas próximas à prefeitura ou a Secretaria de Saúde com valor de aluguel bem abaixo do que está sendo pago, caso fosse preciso” destacou.

Com objetivo de buscar mais informações relacionadas a estes pagamentos, ele formalizou nesta terça-feira (19) um pedido de informação ao Executivo buscando saber se o contrato firmado entre o Município e a Empresa Cerro Azul ainda vigora e quais os termos, se houve aditamento ou renovação após setembro de 2019, além de pagamentos efetuados durante o exercício de 2020 e quais os responsáveis pela fiscalização e controle do referido contrato.

“São informações que não estão disponíveis nos portais da prefeitura e a comunidade quer saber, as pessoas que estão sendo demitidas querem saber, as que sentem a falta dos testes de Covid querem saber, os que estão sentindo as medidas amargas na saúde e educação, todos querem saber”, finalizou.